{"id":320321,"date":"2021-08-03T16:50:00","date_gmt":"2021-08-03T13:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/inform.com.de\/?p=320321"},"modified":"2021-08-02T07:26:21","modified_gmt":"2021-08-02T04:26:21","slug":"e-a-vontade-livre-experiencia-de-libet-3-experimentos-cientificos-que-o-forcarao-a-mudar-sua-atitude-em-relacao-a-si-mesmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/inform.com.de\/pt-pt\/e-a-vontade-livre-experiencia-de-libet-3-experimentos-cientificos-que-o-forcarao-a-mudar-sua-atitude-em-relacao-a-si-mesmo\/","title":{"rendered":"\u00c9 a vontade livre. Experi\u00eancia de Libet. 3 experimentos cient\u00edficos que o for\u00e7ar\u00e3o a mudar sua atitude em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo"},"content":{"rendered":"<h2>Experimento Libet<\/h2>\n<p>Uma dessas descobertas foi publicada em 1983 por Benjamin Libet e colegas. O experimento deles foi deliciosamente simples. Tudo o que era exigido dos sujeitos era levantar um dedo sempre que &#8220;tivessem o desejo de faz\u00ea-lo&#8221;. Enquanto isso, usando um dispositivo de EEG, os sujeitos mediam a atividade el\u00e9trica do c\u00e9rebro. Como uma pessoa faz espontaneamente qualquer movimento, por exemplo, levanta um dedo, a atividade do c\u00e9rebro muda de uma forma caracter\u00edstica. Essa mudan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 grande, mas pode ser rastreada somando os resultados de medi\u00e7\u00f5es repetidas. Mas descobriu-se que essa mudan\u00e7a pode ser rastreada algum tempo antes a pessoa realmente levanta um dedo.<\/p>\n<p>A novidade nas experi\u00eancias de Libet foi que ele pediu aos participantes que lhe contassem quando &#8220;tinham esse desejo&#8221;. O desejo de levantar um dedo ocorre cerca de 200 milissegundos antes de uma pessoa levantar um dedo. Mas a principal descoberta que causou tanto ru\u00eddo foi que a mudan\u00e7a na atividade cerebral ocorreu cerca de 500 milissegundos antes de a pessoa levantar um dedo. Assim, a atividade de balan\u00e7o indicava que o sujeito estava prestes a levantar o dedo 300 milissegundos antes de anunciar que ia levantar o dedo.<\/p>\n<p>A partir dessa descoberta, segue-se que, ao medir a atividade de seu c\u00e9rebro, posso saber que voc\u00ea ter\u00e1 o desejo de levantar o dedo antes de saber. Esse resultado gerou tanto interesse fora da comunidade da psicologia porque parecia mostrar que mesmo nossas a\u00e7\u00f5es conscientes mais simples s\u00e3o, na verdade, predeterminadas. Achamos que estamos fazendo uma escolha, quando na verdade nosso c\u00e9rebro j\u00e1 fez essa escolha. Portanto, a sensa\u00e7\u00e3o de que neste momento estamos fazendo uma escolha nada mais \u00e9 do que uma ilus\u00e3o. E se o sentimento de que somos capazes de fazer uma escolha \u00e9 uma ilus\u00e3o, ent\u00e3o a mesma ilus\u00e3o \u00e9 o nosso sentimento de que temos livre arb\u00edtrio.<\/p>\n<h2>Descri\u00e7\u00e3o da Experi\u00eancia<\/h2>\n<p>A ess\u00eancia de todos os experimentos de Libet e seus seguidores \u00e9 que o sujeito \u00e9 solicitado a realizar alguma a\u00e7\u00e3o simples &#8211; levantar voluntariamente um dedo ou pressionar um bot\u00e3o. Os resultados desses experimentos se resumem ao seguinte: o c\u00e9rebro do sujeito fica ativo por algum tempo antes que o sujeito tome uma decis\u00e3o consciente de realizar a a\u00e7\u00e3o combinada.<\/p>\n<\/p>\n<p>Ou seja, um observador objetivo v\u00ea que primeiro surge a atividade no c\u00e9rebro, depois o sujeito pretende apertar o bot\u00e3o e, em seguida, executa a a\u00e7\u00e3o combinada. O que indica que &#8220;a consci\u00eancia da inten\u00e7\u00e3o surge ap\u00f3s seu aparecimento real.&#8221;<\/p>\n<p>Apesar das cr\u00edticas e mesmo da refuta\u00e7\u00e3o dos resultados desses experimentos, muitos teimosamente continuam a acreditar que os resultados obtidos supostamente lan\u00e7am d\u00favidas sobre nossa liberdade de vontade.<\/p>\n<p>Esta conclus\u00e3o \u00e9 baseada na seguinte premissa: o livre arb\u00edtrio \u00e9 poss\u00edvel se a consci\u00eancia n\u00e3o depende de processos no c\u00e9rebro. Uma decis\u00e3o consciente deve condicionar os processos cerebrais. Se virmos a situa\u00e7\u00e3o oposta, podemos concluir que a consci\u00eancia \u00e9 apenas um subproduto da atividade cerebral, um epifen\u00f4meno. E como a consci\u00eancia \u00e9 determinada por processos cerebrais, n\u00e3o temos livre arb\u00edtrio.<\/p>\n<p>Parece bastante l\u00f3gico, mas infelizmente: esta constru\u00e7\u00e3o l\u00f3gica \u00e9 incorretamente sobreposta na descri\u00e7\u00e3o do experimento, na interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados, a substitui\u00e7\u00e3o de conceitos \u00e9 permitida, e como resultado, a conclus\u00e3o sobre a aus\u00eancia de livre arb\u00edtrio torna-se falsa.. Ent\u00e3o, qual \u00e9 o erro conceitual dos int\u00e9rpretes?<\/p>\n<h2>O que \u00e9 vontade<\/h2>\n<p>Primeiro voc\u00ea precisa entender o que \u00e9 vontade.<\/p>\n<p>A vontade \u00e9 uma atividade consciente, que sempre pressup\u00f5e a presen\u00e7a, por um lado, de um sujeito atuante, uma fonte de atividade e, por outro lado, uma meta objetiva a atingir \u00e0 qual essa atividade se dirige. \u00c9 claro que a atividade \u00e9 espont\u00e2nea e sem objetivo, mas, nesses casos, \u00e9 inapropriado falar sobre vontade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/2b5b09d5475c5278d299107c2442fe36-1.png\" data-rel=\"lightbox-image-bGlnaHRib3g=\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"  title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"SDStudio-light-box-enable SDStudio-editor-tools-md-imp\" src=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/2b5b09d5475c5278d299107c2442fe36-1.png\" alt=\"\u00c9 a vontade livre. Experi\u00eancia de Libet. 3 experimentos cient\u00edficos que o for\u00e7ar\u00e3o a mudar sua atitude em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo\" ><\/a><\/p>\n<h3>Vontade e a\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A vontade &#8211; atividade subjetiva intencional &#8211; se manifesta em a\u00e7\u00f5es objetivas. Em outras palavras: alcan\u00e7ar uma meta requer a conclus\u00e3o de um certo n\u00famero de a\u00e7\u00f5es intermedi\u00e1rias. \u00c9 pelas a\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es de uma pessoa que determinamos a dire\u00e7\u00e3o de sua vontade. \u00c9 em a\u00e7\u00f5es e a\u00e7\u00f5es que uma pessoa manifesta sua vontade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/e1e51bbe68640320affba4b18fd2dfd0-1.png\" data-rel=\"lightbox-image-bGlnaHRib3g=\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"  title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"SDStudio-light-box-enable SDStudio-editor-tools-md-imp\" src=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/e1e51bbe68640320affba4b18fd2dfd0-1.png\" alt=\"\u00c9 a vontade livre. Experi\u00eancia de Libet. 3 experimentos cient\u00edficos que o for\u00e7ar\u00e3o a mudar sua atitude em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo\" ><\/a><\/p>\n<p>Por exemplo, encontrando-se em um ferro-velho, Marcus decidiu sobreviver a todo custo; a sobreviv\u00eancia \u00e9 a meta para a qual sua vontade \u00e9 dirigida. Para isso, ele deve realizar uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es: encontrar pe\u00e7as adequadas, adapt\u00e1-las e sair do aterro.<\/p>\n<p>Assim, o momento de tomar uma decis\u00e3o, que define a dire\u00e7\u00e3o da vontade e o momento de atingir a meta, por assim dizer, engloba a sequ\u00eancia de a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias de ambos os lados, formando um vetor da vontade. E esse vetor de vontade conscientemente dado determina as a\u00e7\u00f5es que o sujeito deve realizar, determina suas decis\u00f5es e escolhas.<\/p>\n<p>O que seria, ent\u00e3o, &#8220;livre arb\u00edtrio&#8221;? O livre arb\u00edtrio ser\u00e1 a capacidade do sujeito de determinar de forma independente a dire\u00e7\u00e3o de sua vontade, ou seja, determine uma meta.<\/p>\n<p>Quando Todd instrui Kara a limpar a casa, ele define uma meta para ela, ou seja, de fora determina a dire\u00e7\u00e3o de sua vontade. Portanto, a vontade de Kara n\u00e3o \u00e9 livre. Mas quando Kara decide n\u00e3o obedecer ao dono, e sim proteger Alice, ela estabelece uma meta para si mesma, ou seja, mostra livre arb\u00edtrio.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m vemos que o <strong>livre arb\u00edtrio \u00e9 diferente do livre arb\u00edtrio<\/strong>. O livre arb\u00edtrio define a dire\u00e7\u00e3o geral de nossas a\u00e7\u00f5es. A liberdade de escolha determina exatamente quais a\u00e7\u00f5es executamos dentro desse foco geral.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/6730fc97fcacb044f198a844e173eed7-1.png\" data-rel=\"lightbox-image-bGlnaHRib3g=\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"  title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"SDStudio-light-box-enable SDStudio-editor-tools-md-imp\" src=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/6730fc97fcacb044f198a844e173eed7-1.png\" alt=\"\u00c9 a vontade livre. Experi\u00eancia de Libet. 3 experimentos cient\u00edficos que o for\u00e7ar\u00e3o a mudar sua atitude em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo\" ><\/a><\/p>\n<p>Quando Karl pede a Marcus para desenhar algo, ele determina o vetor de sua vontade, definindo a dire\u00e7\u00e3o geral de suas a\u00e7\u00f5es. Mas dentro desse vetor, Marcus pode decidir por si mesmo o que desenhar para ele. Nesse epis\u00f3dio, Marcus n\u00e3o tem livre arb\u00edtrio, mas sim liberdade de escolha.<\/p>\n<h3>Onde est\u00e1 a vontade nos experimentos de Libet?<\/h3>\n<p>Agora vamos ver onde nos experimentos de Libet o sujeito manifesta sua vontade. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio determinar qual \u00e9 no experimento o <strong>objetivo<\/strong> para o qual se dirige a vontade do sujeito<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Sup\u00f5e-se que o alvo aqui seja levantar o dedo &#8220;livremente&#8221; ou pressionar um bot\u00e3o arbitr\u00e1rio. De acordo com os experimentadores, \u00e9 assim que o sujeito faz algo supostamente n\u00e3o condicionado, ou seja, a\u00e7\u00e3o livre. Mas \u00e9 precisamente nessa suposi\u00e7\u00e3o que reside o erro.<\/p>\n<p>Na verdade, o que o sujeito faz ocorre dentro da estrutura do experimento e \u00e9 condicionado por esse experimento. Isso significa que as a\u00e7\u00f5es do sujeito n\u00e3o s\u00e3o mais livres, mas determinadas pelas condi\u00e7\u00f5es do experimento. Ou seja, as a\u00e7\u00f5es que o sujeito realiza j\u00e1 est\u00e3o inclu\u00eddas no vetor de sua vontade, portanto, no \u00e2mbito do experimento, podemos falar em liberdade de a\u00e7\u00e3o, em liberdade de escolha, mas n\u00e3o em livre arb\u00edtrio. A vontade do sujeito permaneceu fora do escopo do experimento.<\/p>\n<p>Talvez o sujeito participe do experimento com o desejo de ganhar um dinheiro extra. Ent\u00e3o, sua meta \u00e9 o lucro, e todas as suas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o subordinadas \u00e0 dire\u00e7\u00e3o dessa vontade. Foi em sua decis\u00e3o de participar do experimento que ele mostrou seu livre arb\u00edtrio. Todo o resto s\u00e3o apenas a\u00e7\u00f5es que o aproximam do objetivo.<\/p>\n<p>Em um caso real, uma mulher participa de um experimento porque foi solicitada a faz\u00ea-lo como parte de seu tratamento para epilepsia. Assim, \u00e9 sua vontade de ficar boa, e participar do experimento de apertar o bot\u00e3o s\u00e3o apenas a\u00e7\u00f5es indiretamente necess\u00e1rias para alcan\u00e7ar a recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em qualquer caso, a vontade do sujeito se manifesta na decis\u00e3o de participar do experimento, e seu objetivo \u00e9 concluir o experimento. Se o sujeito realizar as a\u00e7\u00f5es que os cientistas pediram que ele fizesse, o objetivo ser\u00e1 alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p>Assim, na interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados dos experimentos de Libet, h\u00e1 uma simples substitui\u00e7\u00e3o de conceitos: a a\u00e7\u00e3o foi designada como vontade. Considerando que a pr\u00f3pria vontade foi, em princ\u00edpio, esquecida.<\/p>\n<p>Se distribuirmos todos os atos cronologicamente, ent\u00e3o<\/p>\n<ul>\n<li>a princ\u00edpio, o sujeito demonstrou de forma independente e livre a vontade de realizar o experimento.<\/li>\n<li>Os cientistas estabeleceram uma tarefa para ele.<\/li>\n<li>O sujeito realizou a tarefa e deliberadamente deu o comando ao c\u00e9rebro: &#8220;pressione bot\u00f5es aleat\u00f3rios em um momento aleat\u00f3rio e em paralelo reflita suas inten\u00e7\u00f5es de pressionar o bot\u00e3o&#8221;.<\/li>\n<li>ent\u00e3o o c\u00e9rebro acionou um mecanismo fisiol\u00f3gico para realizar as a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias<\/li>\n<li>e ent\u00e3o cada a\u00e7\u00e3o particular era refletida pela consci\u00eancia com um ligeiro atraso em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade fisiol\u00f3gica.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ou seja, o trabalho do c\u00e9rebro \u00e9 determinado inicialmente pela vontade consciente, e o atraso refere-se apenas \u00e0 reflex\u00e3o. Portanto, afirmar que o c\u00e9rebro toma decis\u00f5es por n\u00f3s \u00e9 o absurdo mais \u00f3bvio. O c\u00e9rebro n\u00e3o toma decis\u00f5es por n\u00f3s, mas executa a\u00e7\u00f5es intermedi\u00e1rias por n\u00f3s que levam \u00e0 meta que estabelecemos.<\/p>\n<h2>Da hist\u00f3ria do problema do livre arb\u00edtrio<\/h2>\n<p>A pr\u00f3pria ideia da falta de livre arb\u00edtrio de uma pessoa n\u00e3o \u00e9 nova; ela foi expressa anteriormente na filosofia e na religi\u00e3o. Arthur Schopenhauer escreveu sobre a natureza ilus\u00f3ria do livre arb\u00edtrio: &#8220;Uma pessoa pode fazer o que quiser, mas n\u00e3o pode desejar o que quiser.&#8221;<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise cl\u00e1ssica, as a\u00e7\u00f5es de uma pessoa s\u00e3o ditadas, por um lado, por impulsos instintivos inconscientes, por outro, por normas morais impostas, e ela n\u00e3o tem liberdade de escolha. No behaviorismo, o comportamento humano pode ser reduzido a respostas a certos est\u00edmulos. Os psic\u00f3logos humanistas n\u00e3o concordavam com isso, em particular, Viktor Frankl acreditava que os impulsos pertencem a uma pessoa, mas n\u00e3o a controlam.<\/p>\n<p>E, no entanto, era dif\u00edcil acreditar nos resultados do experimento de Libet, porque tais informa\u00e7\u00f5es reduzem pessoas de seres superiores com uma mente e vontade anal\u00edticas e criativas a biorob\u00f4s que pensam de acordo com um determinado programa. Ent\u00e3o nossa consci\u00eancia \u00e9 apenas uma fic\u00e7\u00e3o, um brinquedo que nos foi dado para que n\u00e3o percebamos como as coisas s\u00e3o na realidade.<\/p>\n<p>Nesse sentido, surge a pergunta: quem controla o c\u00e9rebro de cada pessoa? Se n\u00e3o houver livre arb\u00edtrio, ent\u00e3o o programa de quem estamos executando e quem o est\u00e1 colocando em nosso c\u00e9rebro? Isso abre oportunidades para suposi\u00e7\u00f5es absolutamente fant\u00e1sticas, de alguns seres superiores de outra civiliza\u00e7\u00e3o \u00e0 &#8220;Matriz&#8221;, na qual todos vivemos sob o controle de uma poderosa intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, na psiquiatria cl\u00e1ssica, ideias desse tipo, sobre o controle externo do c\u00e9rebro, a &#8220;abertura&#8221; dos pensamentos para acesso externo \u00e9 o principal sintoma definidor da esquizofrenia.<\/p>\n<h2>Cr\u00edticas ao experimento<\/h2>\n<p>Apesar de o pr\u00f3prio Libet, ao que parece, negar a conex\u00e3o entre o potencial de prontid\u00e3o e livre arb\u00edtrio, se de fato fosse assim, ent\u00e3o todas as a\u00e7\u00f5es e fala obsessivas, como, por exemplo, na s\u00edndrome de Tourette, tamb\u00e9m seriam controladas pelo pr\u00f3prio c\u00e9rebro sem consci\u00eancia de participa\u00e7\u00e3o. Mas a associa\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava firmemente enraizada na consci\u00eancia p\u00fablica e confundiu a mente das pessoas por muito tempo.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo com o experimento de Libet em si, tudo est\u00e1 longe de ser t\u00e3o claro e inequ\u00edvoco quanto pode parecer \u00e0 primeira vista. Claro, ele foi criticado e os resultados foram contestados.<\/p>\n<p>Libet foi criticado principalmente pelo fato de ter usado descuidadamente os conceitos de &#8220;motiva\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;desejo&#8221;, &#8220;vontade&#8221; e &#8220;decis\u00e3o&#8221; como intercambi\u00e1veis, o que causou confus\u00e3o. Mas essas s\u00e3o coisas fundamentalmente diferentes. Podemos ter o desejo de gritar ou querer bater em algu\u00e9m, mas n\u00e3o tomando uma decis\u00e3o e suprimindo nosso impulso com um esfor\u00e7o de vontade.<\/p>\n<p>O segundo ponto pol\u00eamico \u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o do livre arb\u00edtrio no experimento, bem como a identifica\u00e7\u00e3o do livre arb\u00edtrio com a liberdade de escolha. Em ess\u00eancia, o sujeito mostrou livre arb\u00edtrio ao escolher participar do experimento. Em seguida, ele concorda em fazer algumas a\u00e7\u00f5es sob as condi\u00e7\u00f5es criadas pelo experimentador. Na verdade, n\u00e3o existe livre arb\u00edtrio, toda a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 criada artificialmente e a \u00fanica escolha \u00e9 mover ou n\u00e3o a m\u00e3o.<\/p>\n<p>Reclama\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foram feitas sobre o equipamento &#8211; ele usava um aparelho desatualizado, um eletroencefal\u00f3grafo, que poderia dar grandes erros. E o testemunho dos sujeitos, em que momento tiveram um impulso, e se foi realmente espont\u00e2neo, dificilmente poderia ser considerado uma fonte confi\u00e1vel de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, para entender a cr\u00edtica, uma base filos\u00f3fica mais s\u00e9ria \u00e9 necess\u00e1ria, mas, em resumo, o ponto \u00e9 que Libet adere \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de incompatibilismo, em que o livre arb\u00edtrio \u00e9 incompat\u00edvel com o determinismo, e seus oponentes (principalmente Alfred Mele) &#8211; a posi\u00e7\u00e3o do compatibilismo, cuja ess\u00eancia \u00e9 que a determina\u00e7\u00e3o f\u00edsico-qu\u00edmica dos processos mentais permite a exist\u00eancia do livre arb\u00edtrio em uma pessoa.<\/p>\n<h2>Estudos adicionais de potencial de prepara\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Em 2009, o experimento Libet foi testado por cientistas da Universidade de Otago, mudando ligeiramente as condi\u00e7\u00f5es: o dial foi alterado para um sinal sonoro e os participantes tiveram que pressionar uma tecla. Descobriu-se que o potencial para prontid\u00e3o surge em qualquer caso, e a a\u00e7\u00e3o ou a falta dela n\u00e3o \u00e9 importante.<\/p>\n<p>Psic\u00f3logos do University Hospital Freiburg, liderados por Stefan Schmidt, conduziram um novo experimento em 2016 para estudar o potencial de prepara\u00e7\u00e3o precoce. Eles descobriram que ela surge da superposi\u00e7\u00e3o de flutua\u00e7\u00f5es de fundo muito lentas, que aumentam 400-500 milissegundos antes da a\u00e7\u00e3o, geralmente em uma faixa negativa.<\/p>\n<p>Schmidt e seus colegas tamb\u00e9m repetiram o experimento de Libet para testar se esse potencial realmente influencia a tomada de decis\u00e3o. Eles avaliaram cada experimento separadamente, e n\u00e3o todos os 40 de uma vez, como era com Libet, e descobriram que nem sempre \u00e9 o caso: em 1\/3 dos casos, o sinal do c\u00e9rebro era positivo ou neutro, e n\u00e3o negativo, pois esperado. E isso era contr\u00e1rio \u00e0 suposi\u00e7\u00e3o feita por pesquisadores anteriores de que o potencial de prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 a prepara\u00e7\u00e3o para a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com a hip\u00f3tese de Schmidt, n\u00e3o \u00e9 um incentivo para tomar uma decis\u00e3o. O potencial negativo apenas facilita a tomada de decis\u00e3o, mas n\u00e3o a determina. Muitos fatores influenciam a decis\u00e3o, e este \u00e9 apenas um deles. Parece que o crescimento negativo do potencial \u00e9 subjetivamente sentido pelas pessoas como um impulso interno que as leva a agir de determinada maneira, e muitas decis\u00f5es s\u00e3o tomadas sob a influ\u00eancia desse impulso quando ocorrem flutua\u00e7\u00f5es lentas em uma faixa negativa. Mas nem todos eles.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os cientistas inclu\u00edram na pesquisa pessoas com experi\u00eancia em medita\u00e7\u00e3o. \u00c9 interessante que eles pudessem observar seus processos internos melhor do que outros e determinar com mais seguran\u00e7a o impulso interno para a a\u00e7\u00e3o, ou seja, as flutua\u00e7\u00f5es negativas. Se eles seguissem o impulso, o potencial de prontid\u00e3o aumentava; se n\u00e3o, enfraquecia. Os cientistas conclu\u00edram que o potencial de prontid\u00e3o n\u00e3o apenas n\u00e3o nos guia, mas podemos mud\u00e1-lo conscientemente.<\/p>\n<h2>A falta humana comprovada de livre arb\u00edtrio desafia a ideologia liberal<\/h2>\n<p>N\u00e3o est\u00e1 claro por que Libet operou t\u00e3o livremente com os conceitos de &#8220;vontade&#8221;, &#8220;motiva\u00e7\u00e3o&#8221; e &#8220;desejo&#8221;, \u00e9 improv\u00e1vel que ele n\u00e3o tenha feito distin\u00e7\u00e3o entre eles. Muito provavelmente, ele tinha uma vis\u00e3o um tanto unilateral do problema da vontade, sem se aprofundar na filosofia.<\/p>\n<p>As disputas sobre a descoberta continuaram por muito tempo, mas, sem d\u00favida, o papel do experimento de Libet \u00e9 muito significativo: chamou a aten\u00e7\u00e3o para o problema da consci\u00eancia e despertou interesse, levando a novas pesquisas. Ele tamb\u00e9m teve seguidores que repetiram a experi\u00eancia em equipamentos mais modernos muitos anos depois &#8211; em primeiro lugar, D. Heines, professor do Instituto Max Planck em Leipzig.<\/p>\n<p>Algumas figuras p\u00fablicas acreditam que a falta de livre arb\u00edtrio cientificamente comprovada em humanos desafia a ideologia liberal. Outros est\u00e3o felizes por ainda termos liberdade, mas n\u00e3o o suficiente &#8211; apenas cerca de 200 milissegundos! A experi\u00eancia de pesquisar pessoas praticando medita\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 encorajadora. E ainda, o cientista conseguiu agradar muito aos nervos de toda a humanidade: algumas pessoas ainda t\u00eam medo de serem controladas por biorobots.<\/p>\n<h2>Fundo de pesquisa<\/h2>\n<p>Benjamin Libet foi pesquisador do Departamento de Fisiologia da Universidade da Calif\u00f3rnia, em San Francisco. Ele era filho de migrantes judeus ucranianos, nascido em Chicago, graduado pela Universidade de Chicago. Nos anos 70, ele se dedicou \u00e0 pesquisa da atividade neural e dos limiares de sensibilidade. Em 2003, ele se tornou o primeiro ganhador do Pr\u00eamio Nobel virtual de psicologia da Universidade de Klagenfurt &#8220;por suas realiza\u00e7\u00f5es pioneiras no estudo experimental da consci\u00eancia, inicia\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o e livre arb\u00edtrio&#8221;.<\/p>\n<p>Libet foi uma esp\u00e9cie de pioneiro da neuroci\u00eancia e levantou um problema muito agudo, dando-lhe uma nova profundidade: afinal, agora o livre arb\u00edtrio de uma pessoa podia ser medido. Ele teve a ideia de seu experimento depois de estudar os experimentos dos neurofisiologistas alem\u00e3es Hans Helmut Kronhuber e L\u00fcder Decke, 1964. Os experimentos foram realizados na Universidade de Freiburg e posteriormente tomados por Libet como base para os seus pr\u00f3prios experimente algumas modifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Kronb\u00fccher e Decke mediram a atividade el\u00e9trica do c\u00f3rtex motor usando eletrodos na parte parietal do cr\u00e2nio. Eles notaram que as mudan\u00e7as na atividade el\u00e9trica do c\u00e9rebro precedem o movimento volunt\u00e1rio da m\u00e3o, \u00e0 frente dele em cerca de um segundo (800 ms). Eles chamaram esse atraso de potencial de prontid\u00e3o (Bereitschaftspotential) ou potencial pr\u00e9-motor.<\/p>\n<p>A descoberta causou muita pol\u00eamica na comunidade cient\u00edfica. Carew Eccles, ganhador do Pr\u00eamio Nobel, expressou a ideia de que o desejo consciente deve estar \u00e0 frente da a\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria em 1 segundo. Libet decidiu testar essa suposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Condicionamento imagin\u00e1rio da consci\u00eancia<\/h2>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 atividade pr\u00f3pria do c\u00e9rebro, com a qual ele supostamente determina a consci\u00eancia, aqui. Os resultados do experimento s\u00e3o apresentados para n\u00f3s de tal forma que o c\u00e9rebro supostamente decide por si mesmo, e ent\u00e3o envia um sinal para a consci\u00eancia, eles dizem, foi voc\u00ea quem decidiu tudo. (veja Chernihiv)<\/p>\n<p>Mas o c\u00e9rebro n\u00e3o faz nada al\u00e9m da tarefa que foi deliberadamente atribu\u00edda a ele. Ele faz o que \u00e9 prescrito pela consci\u00eancia. Mesmo ostensivamente \u00e0 frente da consci\u00eancia, ele faz exatamente o que a consci\u00eancia espera dele. Ele n\u00e3o mostra nenhuma &#8220;liberdade&#8221; ou arbitrariedade. N\u00e3o entendo como n\u00e3o se pode ver isso sem ser cego.<\/p>\n<p>Tendo decidido realizar uma a\u00e7\u00e3o, o c\u00e9rebro mostra a decis\u00e3o por meio da &#8220;consci\u00eancia&#8221;. A consci\u00eancia reflete (ou seja, reflete) o que o c\u00e9rebro decidiu. Ele reflete esta decis\u00e3o particular, e n\u00e3o alguma outra. Portanto, dizer que o c\u00e9rebro decide tudo por n\u00f3s, e depois disso nos d\u00e1 apenas a ilus\u00e3o de que decidimos, \u00e9 um absurdo completo: n\u00e3o h\u00e1 nada mais na reflex\u00e3o que n\u00e3o estaria na decis\u00e3o do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>E \u00e9 bastante natural que a reflex\u00e3o ocorra com atraso. Afinal, para refletir algo, o objeto de reflex\u00e3o deve aparecer. Grosso modo, para decidir algo conscientemente, voc\u00ea deve primeiro decidir e, em seguida, perceber, refletir sobre isso. Al\u00e9m disso, o ato de reflex\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas um reflexo como em um espelho. Nele acontecem atos de compara\u00e7\u00e3o, porque a consci\u00eancia deve reconhecer essa atividade particular do c\u00e9rebro e n\u00e3o confundi-la com nenhuma outra.<\/p>\n<p>Portanto, a princ\u00edpio, o c\u00e9rebro recebe o comando para tomar uma decis\u00e3o, depois o c\u00e9rebro emite uma decis\u00e3o e, ent\u00e3o, torna-se objeto de reflex\u00e3o e \u00e9 realizado como tal.<\/p>\n<h3>1 N\u00e3o existe livre arb\u00edtrio<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/post-244672-607ce993ae6ab.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-bGlnaHRib3g=\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"  title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"SDStudio-light-box-enable SDStudio-editor-tools-md-imp\" src=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/post-244672-607ce993ae6ab.jpg\" alt=\"\u00c9 a vontade livre. Experi\u00eancia de Libet. 3 experimentos cient\u00edficos que o for\u00e7ar\u00e3o a mudar sua atitude em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo\" ><\/a><\/p>\n<p>facet.pw<\/p>\n<p>Existe livre arb\u00edtrio &#8211; a habilidade de nossa consci\u00eancia de intervir espontaneamente nos processos f\u00edsicos e direcionar seus movimentos? A filosofia d\u00e1 v\u00e1rias respostas a essa pergunta, mas a ci\u00eancia tem um ponto de vista muito definido.<\/p>\n<p>Segundo o neurocientista Benjamin Libet, qualquer pensamento nasce inconscientemente. A consci\u00eancia lida com um resultado pronto. \u00c9 apenas uma lanterna que ilumina processos independentes dela. O livre arb\u00edtrio, neste caso, \u00e9 pura ilus\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma s\u00e9rie de experimentos realizados por ele confirma esta opini\u00e3o. Benjamin Libet estimulou diferentes partes do c\u00e9rebro humano com eletrodos. O atraso entre a resposta do c\u00e9rebro ao est\u00edmulo e sua consci\u00eancia durou em m\u00e9dia meio segundo. \u00c9 isso que explica o trabalho dos reflexos incondicionados &#8211; retiramos a m\u00e3o do fog\u00e3o quente antes mesmo de perceber o perigo e a dor.<\/p>\n<p>No entanto, como a pesquisa de Libet mostrou, esse \u00e9 o mecanismo de trabalho n\u00e3o apenas dos reflexos n\u00e3o condicionados. Em princ\u00edpio, uma pessoa sempre est\u00e1 ciente de suas sensa\u00e7\u00f5es com algum atraso. O c\u00e9rebro v\u00ea primeiro, e s\u00f3 depois nos tornamos cientes do que \u00e9 vis\u00edvel, ele pensa, mas s\u00f3 depois de um tempo descobrimos que tipo de pensamento apareceu. Parece que vivemos no passado, meio segundo atr\u00e1s da realidade.<\/p>\n<p>No entanto, Libet n\u00e3o parou por a\u00ed. Em 1973, ele conduziu um experimento cujo objetivo era descobrir o que \u00e9 prim\u00e1rio &#8211; a atividade do c\u00e9rebro ou nosso desejo. A intui\u00e7\u00e3o nos diz que temos uma vontade que diz ao c\u00e9rebro para agir de determinada maneira.<\/p>\n<p>Libet mediu a atividade cerebral das pessoas ao tomar decis\u00f5es informadas. Os participantes tinham que olhar para um mostrador com uma m\u00e3o girat\u00f3ria e interromper o processo a qualquer momento pressionando um bot\u00e3o. Em seguida, eles tiveram que nomear a hora em que perceberam pela primeira vez o desejo de pressionar a tecla.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/79da4e09be7850d55b372b359b156a96-1.png\" data-rel=\"lightbox-image-bGlnaHRib3g=\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"  title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"SDStudio-light-box-enable SDStudio-editor-tools-md-imp\" src=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/79da4e09be7850d55b372b359b156a96-1.png\" alt=\"\u00c9 a vontade livre. Experi\u00eancia de Libet. 3 experimentos cient\u00edficos que o for\u00e7ar\u00e3o a mudar sua atitude em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo\" ><\/a><\/p>\n<p>O resultado foi incr\u00edvel. O sinal el\u00e9trico no c\u00e9rebro, enviando a decis\u00e3o de pressionar o bot\u00e3o, apareceu 350 milissegundos antes da decis\u00e3o ser tomada e 500 milissegundos antes da a\u00e7\u00e3o em si.<\/p>\n<blockquote>\n<p>O c\u00e9rebro se prepara para a a\u00e7\u00e3o muito antes de tomarmos uma decis\u00e3o consciente de realiz\u00e1-la.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Um experimentador observador pode prever a escolha de uma pessoa que ela ainda n\u00e3o fez. Em an\u00e1logos modernos do experimento, a previs\u00e3o da decis\u00e3o volitiva de uma pessoa pode ser realizada 6 segundos ap\u00f3s a pr\u00f3pria pessoa aceit\u00e1-la.<\/p>\n<p>Imagine uma bola de bilhar que rola por um determinado caminho. Um jogador de bilhar experiente, calculando automaticamente a velocidade e dire\u00e7\u00e3o do movimento, indicar\u00e1 sua localiza\u00e7\u00e3o exata em alguns segundos. Somos exatamente as mesmas bolas para a neuroci\u00eancia ap\u00f3s o experimento de Libet.<\/p>\n<p>A livre escolha de uma pessoa \u00e9 o resultado de processos inconscientes no c\u00e9rebro, e o livre arb\u00edtrio \u00e9 uma ilus\u00e3o.<\/p>\n<h3>2 Nosso &#8220;eu&#8221; n\u00e3o \u00e9 um<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/db728a1ac9a0e87c9b20756448a420fd-1.png\" alt=\"\u00c9 a vontade livre. Experi\u00eancia de Libet. 3 experimentos cient\u00edficos que o for\u00e7ar\u00e3o a mudar sua atitude em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo\" \/>\u00a0<\/p>\n<p>Na neuroci\u00eancia, existe um m\u00e9todo para elucidar as fun\u00e7\u00f5es de uma determinada parte do c\u00e9rebro. Consiste em eliminar ou acalmar a \u00e1rea estudada e em identificar as mudan\u00e7as que ocorrem depois disso no psiquismo e nas habilidades intelectuais de uma pessoa.<\/p>\n<p>Nosso c\u00e9rebro tem dois hemisf\u00e9rios que s\u00e3o conectados pelo corpo caloso. Por muito tempo, seu significado foi desconhecido para a ci\u00eancia.<\/p>\n<p>O neuropsic\u00f3logo Roger Sperry cortou as fibras do corpo caloso em um paciente epil\u00e9ptico em 1960. A doen\u00e7a estava curada e, a princ\u00edpio, parecia que a opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha consequ\u00eancias negativas. Por\u00e9m, posteriormente, profundas mudan\u00e7as come\u00e7aram a ser observadas no comportamento humano, bem como em suas habilidades cognitivas.<\/p>\n<p>Cada metade do c\u00e9rebro come\u00e7ou a funcionar de forma independente. Se uma pessoa visse uma palavra escrita no lado direito de seu nariz, ela poderia facilmente l\u00ea-la, uma vez que o hemisf\u00e9rio esquerdo, que \u00e9 respons\u00e1vel pelas habilidades da fala, est\u00e1 envolvido no processamento de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas quando a palavra apareceu no lado esquerdo, o sujeito n\u00e3o conseguia pronunci\u00e1-la, mas conseguia desenhar o que a palavra significava. Ao mesmo tempo, o pr\u00f3prio paciente disse n\u00e3o ter visto nada. Al\u00e9m disso, tendo desenhado um objeto, ele n\u00e3o p\u00f4de determinar o que estava retratando.<\/p>\n<p>Durante a observa\u00e7\u00e3o de pacientes submetidos \u00e0 calosotomia (dissec\u00e7\u00e3o do corpo caloso), efeitos ainda mais surpreendentes foram descobertos. Assim, por exemplo, cada um dos hemisf\u00e9rios \u00e0s vezes revelava sua pr\u00f3pria vontade, independente do outro. Uma m\u00e3o tentou colocar a gravata no paciente, enquanto a outra tentou tir\u00e1-la. No entanto, a posi\u00e7\u00e3o dominante foi ocupada pelo hemisf\u00e9rio esquerdo. Segundo os cientistas, isso se deve ao fato de que ali est\u00e1 localizado o centro da fala, e nossa consci\u00eancia e vontade s\u00e3o de natureza lingu\u00edstica.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Ao lado de nosso &#8220;eu&#8221; consciente vive um vizinho que tem seus pr\u00f3prios desejos, mas que n\u00e3o \u00e9 capaz de expressar vontade.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Quando um homem com um corpo caloso dissecado viu duas palavras &#8211; &#8220;areia&#8221; e &#8220;rel\u00f3gio&#8221; &#8211; ele desenhou uma ampulheta. Seu hemisf\u00e9rio esquerdo estava processando o sinal do lado direito, ou seja, a palavra &#8220;areia&#8221;. Quando questionado por que desenhou uma ampulheta, visto que via apenas areia, o sujeito deu explica\u00e7\u00f5es rid\u00edculas sobre sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As verdadeiras raz\u00f5es de nossas a\u00e7\u00f5es muitas vezes est\u00e3o escondidas de n\u00f3s mesmos. E a raz\u00e3o que chamamos de justifica\u00e7\u00e3o que foi constru\u00edda por n\u00f3s ap\u00f3s a a\u00e7\u00e3o. Assim, n\u00e3o \u00e9 a causa que precede o efeito, mas o efeito que constr\u00f3i a causa.<\/p>\n<h3>3 Ler os pensamentos de outras pessoas \u00e9 poss\u00edvel<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/2c865291a69df593564ef96da2ded4a0-1.png\" alt=\"\u00c9 a vontade livre. Experi\u00eancia de Libet. 3 experimentos cient\u00edficos que o for\u00e7ar\u00e3o a mudar sua atitude em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo\" \/>\u00a0<\/p>\n<p>Cada um de n\u00f3s est\u00e1 internamente convencido de que sua consci\u00eancia \u00e9 uma \u00e1rea privada, n\u00e3o acess\u00edvel a ningu\u00e9m. Pensamentos, sentimentos, percep\u00e7\u00f5es s\u00e3o a propriedade mais protegida, uma vez que existem na consci\u00eancia. Mas \u00e9 isso?<\/p>\n<p>Em 1999, o neurocientista Young Deng conduziu um experimento que mostrou que o c\u00e9rebro \u00e9 basicamente igual a um computador. Assim, conhecendo sua codifica\u00e7\u00e3o, pode-se ler facilmente as informa\u00e7\u00f5es geradas no c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Ele usou um gato como cobaia. Dan fixou o animal em uma mesa e inseriu eletrodos especiais na \u00e1rea do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pelo processamento da informa\u00e7\u00e3o visual.<\/p>\n<p>V\u00e1rias imagens foram mostradas ao gato, e os eletrodos, neste momento, registravam a atividade dos neur\u00f4nios. A informa\u00e7\u00e3o foi transmitida a um computador, que converteu os impulsos el\u00e9tricos em uma imagem real. O que o gato viu foi projetado na tela do monitor.<\/p>\n<p>\u00c9 importante entender as especifica\u00e7\u00f5es do mecanismo de transmiss\u00e3o de imagem. Os eletrodos n\u00e3o s\u00e3o c\u00e2meras que capturam a imagem que aparece na frente do gato. Dan usou a tecnologia para replicar o que o c\u00e9rebro faz &#8211; convertendo um impulso el\u00e9trico em uma imagem visual.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00c9 claro que o experimento foi montado apenas dentro da estrutura do canal visual, mas reflete o princ\u00edpio de funcionamento do c\u00e9rebro e mostra as possibilidades nesta \u00e1rea.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Sabendo como a informa\u00e7\u00e3o se espalha no c\u00e9rebro e tendo a chave para l\u00ea-la, \u00e9 f\u00e1cil imaginar um computador capaz de ler completamente o estado do c\u00e9rebro humano.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante quando esse computador ser\u00e1 criado. O importante \u00e9 se as pessoas est\u00e3o preparadas para o fato de que seus pensamentos, mem\u00f3rias, car\u00e1ter, personalidade como um todo s\u00e3o apenas uma das p\u00e1ginas de um livro em uma l\u00edngua desconhecida que pode ser lida por outras pessoas.<\/p>\n<h2>Um pouco de historia<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/post-244672-607ce998ec020.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-bGlnaHRib3g=\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"  title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"SDStudio-light-box-enable SDStudio-editor-tools-md-imp\" src=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/post-244672-607ce998ec020.jpg\" alt=\"\u00c9 a vontade livre. Experi\u00eancia de Libet. 3 experimentos cient\u00edficos que o for\u00e7ar\u00e3o a mudar sua atitude em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo\" ><\/a><\/p>\n<p>Benjamin Libet (1916-2007) &#8211; um pioneiro da pesquisa no campo das neuroci\u00eancias, foi gra\u00e7as a uma s\u00e9rie de suas experi\u00eancias que o problema do livre-arb\u00edtrio atingiu outro patamar. A ideia de Libet para o experimento surgiu depois que ele conheceu os resultados de estudos dos neurofisiologistas alem\u00e3es Hans Helmut Kronhuber e L\u00fcder Decke, da Universidade de Freiburg, publicados por eles em 1964.<\/p>\n<p>De acordo com esses estudos, os movimentos volunt\u00e1rios das m\u00e3os s\u00e3o precedidos por mudan\u00e7as na atividade el\u00e9trica do c\u00f3rtex motor (eles conduziram um experimento muito semelhante ao que Libet fez mais tarde). O sinal foi gravado usando eletrodos da parte parietal do cr\u00e2nio e apareceu cerca de um segundo antes do in\u00edcio da a\u00e7\u00e3o (para ser preciso, 800 ms). Tem sido chamado de potencial pr\u00e9-motor ou potencial de prontid\u00e3o.<\/p>\n<p>Essas descobertas causaram grande empolga\u00e7\u00e3o e controv\u00e9rsia na comunidade cient\u00edfica da \u00e9poca, e o Pr\u00eamio Nobel Sir John Carew Eccles (John Carew Eccles) chegou a sugerir que um desejo (vontade) consciente deveria estar \u00e0 frente de uma a\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria em cerca de 1 segundo. Aconteceu no final dos anos 1970. em uma das discuss\u00f5es sobre o problema do livre arb\u00edtrio, da qual Libet participou. Como escreve Michael Brooks, foi ent\u00e3o que Libet come\u00e7ou a pensar em como testar a hip\u00f3tese de Ackles empiricamente.<\/p>\n<h2>Como foi o experimento?<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/post-244672-607ce99a00d43.jpg\" data-rel=\"lightbox-image-bGlnaHRib3g=\" data-rl_title=\"\" data-rl_caption=\"\"  title=\"\"><img decoding=\"async\" class=\"SDStudio-light-box-enable SDStudio-editor-tools-md-imp\" src=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/post-244672-607ce99a00d43.jpg\" alt=\"\u00c9 a vontade livre. Experi\u00eancia de Libet. 3 experimentos cient\u00edficos que o for\u00e7ar\u00e3o a mudar sua atitude em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo\" ><\/a><\/p>\n<p>E, como voc\u00ea pode imaginar, Libet encontrou uma solu\u00e7\u00e3o que mais tarde se tornou um marco na hist\u00f3ria da neuroci\u00eancia. Como parte de seu experimento, o cientista decidiu usar um oscilosc\u00f3pio (geralmente \u00e9 usado para medir o potencial evocado, e o potencial de prontid\u00e3o (doravante PG) \u00e9 um dos m\u00e9todos para medir o potencial evocado). Na tela redonda do oscilosc\u00f3pio, o ponto de luz corria como um ponteiro de rel\u00f3gio, apenas 25 vezes mais r\u00e1pido, e a pr\u00f3pria tela parecia um mostrador comum com divis\u00f5es de 5, 10, 15 &#8230; 55 segundos.<\/p>\n<p>O sujeito, por sua vez, tinha que seguir o ponto de luz e, assim que tivesse vontade de dobrar o pulso, lembrar onde estava o ponto de luz naquele momento. Leituras precisas do tempo de contra\u00e7\u00e3o muscular do bra\u00e7o foram feitas usando um eletromiograma (EMG) &#8211; em outras palavras, eletrodos foram colocados no bra\u00e7o.<\/p>\n<h2>O que os experimentos mostraram?<\/h2>\n<p>Sem entrar em detalhes, os experimentos de Libet mostraram o seguinte:<\/p>\n<p>&#8211; primeiro apareceu o potencial para prontid\u00e3o;<br \/>\n&#8211; ent\u00e3o, ap\u00f3s cerca de 350 ms, o sujeito tomou conscientemente a decis\u00e3o de mover seu pincel (isso foi registrado pela hora no mostrador \u00e0 sua frente);<br \/>\n&#8211; ap\u00f3s cerca de 100 ms, houve um sinal do pulso da m\u00e3o.<\/p>\n<p>O que isto significa? Portanto, \u00e9 o seguinte: nossa percep\u00e7\u00e3o da vida \u00e9 atrasada por quase meio segundo e, como o pr\u00f3prio Libet disse: &#8220;tomamos todas as decis\u00f5es r\u00e1pidas inconscientemente.&#8221; At\u00e9 agora, n\u00e3o parece exatamente divertido, n\u00e3o \u00e9? Mais ou menos como um experimento que provou que n\u00e3o temos e nunca tivemos livre arb\u00edtrio? Ent\u00e3o, nos anos 80, esses dados causaram furor, e alguns cientistas at\u00e9 os consideraram a prova de nossa falta de vontade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/inform.com.de\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/post-244672-607ce99b02bc8.jpg\" alt=\"\u00c9 a vontade livre. Experi\u00eancia de Libet. 3 experimentos cient\u00edficos que o for\u00e7ar\u00e3o a mudar sua atitude em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo\" \/>Mas, curiosamente, o pr\u00f3prio Libet n\u00e3o pensava assim. Claro que, em sua opini\u00e3o, &#8220;a consci\u00eancia n\u00e3o pode iniciar a a\u00e7\u00e3o&#8221;, mas existe o livre arb\u00edtrio, pois ap\u00f3s realizar o desejo, a pessoa ainda tem 100 ms para &#8220;vetar&#8221; o impulso. Ou seja, n\u00e3o tomamos decis\u00f5es conscientemente, nosso inconsciente o faz por n\u00f3s, mas o papel do livre-arb\u00edtrio e da consci\u00eancia \u00e9 implementar ou n\u00e3o o impulso incipiente. Essas descobertas for\u00e7aram Libet a conduzir mais uma s\u00e9rie de experimentos para confirmar a presen\u00e7a ou aus\u00eancia da capacidade de vetar uma a\u00e7\u00e3o. Durante os experimentos, os participantes foram instru\u00eddos a planejar uma a\u00e7\u00e3o em um determinado momento, mas depois n\u00e3o realiz\u00e1-la. Nestes experimentos, a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi realizada, mas ainda assim apareceu um PG, indicando que foi planejado livremente, mas foi interrompido.<\/p>\n<p>\u00c9 importante entender isso: PG precede apenas a\u00e7\u00f5es conscientes livres. No caso de comportamento n\u00e3o controlado ou autom\u00e1tico, como s\u00edndrome de Tourette ou uma rea\u00e7\u00e3o inesperada a um est\u00edmulo, PG n\u00e3o aparece. \u00c9 curioso, mas mesmo a\u00e7\u00f5es complexas como escrever e falar s\u00e3o precedidas por PG, talvez possamos supor que nosso inconsciente, de alguma forma incompreens\u00edvel, d\u00ea a maioria dos significados que ent\u00e3o emergem em nossa consci\u00eancia.<\/p>\n<p>Fontes usadas e links \u00fateis sobre o assunto: <a href=\"https:\/\/zen.yandex.ru\/media\/id\/5cb63b15d09f8700afc65af0\/eksperimenty-libeta-i-svoboda-voli-5cc0842e10654100b2d84e65\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"external external_icon\">https:\/\/zen.yandex.ru\/media\/id\/5cb63b15d09f8700afc65af0\/eksperimenty-libeta-i-svoboda-voli-5cc0842e10654100b2d84e65<\/a> <a href=\"http:\/\/xn--i1abedsedbf3gbd.xn--p1ai\/content\/eksperiment-libeta-kritika-i-oproverzhenie-vyvodov-razvenchanie-mifa-mozg-operezhaet\" class=\"external external_icon\" rel=\"nofollow\" target=\"_blank\">http: \/\/ xn &#8211; i1abedsedbf3g1ai \/ content &#8211; p \/ eksperiment-libeta-kritika-i-oproverzhenie-vyvodov-razvenchanie-mifa-mozg-operezhaet<\/a> <a href=\"https:\/\/psychosearch.ru\/napravleniya\/social\/746-free-will-libets-experiment\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"external external_icon\">https:\/\/PsychoSearch.ru\/napravleniya\/social\/746-free-will-libets-experiment<\/a> <a href=\"https:\/\/lifehacker.ru\/3-experiments-for-changing-self-view\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"external external_icon\">https:\/\/Lifehacker.ru\/3 &#8211; experience-for-changing-self-view \/<\/a> <a href=\"https:\/\/concepture.club\/post\/nauka\/eksperimenty-s-svobodoj-voli\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"external external_icon\">https:\/\/concepture.club\/post\/nauka\/eksperimenty-s-svobodoj-voli<\/a><\/p>\n<div id=\"PostUnique_PostSource\" style=\"padding-top: 50px\">Fonte de grava\u00e7\u00e3o:  <a target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\" href=\"\/\/lastici.ru\" class=\"external external_icon\">lastici.ru<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investiga\u00e7\u00e3o do mecanismo de tomada de decis\u00e3o medindo o potencial de prontid\u00e3o no experimento de Benjamin Libet. O problema do livre arb\u00edtrio.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":394022,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_wp_rev_ctl_limit":""},"categories":[268,254,334,324,169,279],"tags":[],"class_list":["post-320321","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-amor-e-relacionamentos","category-diversos","category-para-homens","category-para-mulheres","category-pesquisa","category-psicologia-3"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/inform.com.de\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320321","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/inform.com.de\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/inform.com.de\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/inform.com.de\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/inform.com.de\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=320321"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/inform.com.de\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/320321\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/inform.com.de\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/394022"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/inform.com.de\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=320321"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/inform.com.de\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=320321"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/inform.com.de\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=320321"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}